segunda-feira, 5 de março de 2018

XXVI Festival Regional de Teatro Escolar – Carlos Varela




E “o sonho tem grandes cinemas”!


Nos próximos dias 5 a 9 de março, a Escola Secundária de Jaime Moniz acolhe o XXVI Festival Regional de Teatro Escolar – Carlos Varela, um encontro de teatro escolar, ao qual são convidadas a participar as todas as escolas da Região Autónoma da Madeira, sendo que, neste ano, os grupos das escolas participantes a concurso são Voo à fantasia, da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, que atuam na terça-feira, pelas 15 horas e 15 minutos, com o espetáculo «A boa sorte», a partir de Álex Rovira; O Moniz – Carlos Varela, da escola anfitriã, que atua na quarta-feira, às 10 horas, com «Pessoa Ninguém: Ferdinand Personne», a partir de textos de Fernando Pessoa e Teresa Rita Lopes, seguida do grupo DraMa’Xico, da Escola Básica e Secundária de Machico, que apresenta «Queen-bee – Abelha-rainha», a partir de Aloísio Ferreira, às 14 horas. Na quinta-feira, às 14 horas, atua o Grupo de Teatro da Apel, com o espetáculo «A paragem»; às 15 horas e 15 minutos, a Oficina de Teatro Corpus, da Escola Secundária Francisco Franco, com «Hostel – a vida é bela»; às 17 horas, atua o Grupo de Teatro da Escola Básica e Secundária de Santa Cruz, com a peça «Romeu e Julieta do Século XXI», e O Bartolomeu, da Escola Básica Bartolomeu Perestrelo, com «A que horas passará o autocarro?», às 17 horas e 50 minutos. Na sexta-feira, às 10 horas, atua o Núcleo de Teatro do Sol, da Escola Básica e Secundária da Ponta do Sol, que apresenta «Yerma», a partir de García Lorca, e, por fim, o Clube de Teatro do Porto Santo, da Escola Básica e Secundária Dr. Francisco Freitas Branco, traz, às 11 horas e 45 minutos, O doido e a morte, de Raúl Brandão.   
O Festival arranca na segunda-feira, dia 5 de março, às 20 horas e 30 minutos, com O Moniz – Carlos Varela, que apresenta o espetáculo de abertura, «Não há gente c’ma gente», adaptação de Xavier Miguel da peça O Rei Ubu, de Alfred Jarry, que consiste numa sátira surrealista que visa fazer refletir sobre os males da sociedade.
 Para agraciar os jovens e coordenadores pelo seu mérito, o júri, constituído por Ana Amaro, da CMF; Diogo Correia Pinto, CEPAM; Duarte Rodrigues, DSEAM; Eduardo Luiz, TEF; João Mário Bettencourt, DRADR; Maria José Assunção, Contigo Teatro, e Maria Manuel, docente do grupo das Artes Visuais, entregará, além das menções honrosas e certificados de participação, os prémios de melhor ator, melhor atriz, melhor encenação, melhor texto, melhor realização plástica, melhor sonoplastia e prémio Carlos Varela, este que valoriza o espetáculo mais completo.    
O Festival conta ainda com um debate que visa refletir sobre a importância do teatro escolar na formação dos jovens, intitulado «Educar pelo palco» e que ocorrerá no dia 6 de março, pelas 15 horas, na sala 215. Este contará, ainda, com quatro workshops, dois deles na terça-feira, de manhã, um ministrado por Diogo Pinto, do CEPAM, às 9 horas, e outro por João Pedro Ramos, dos Estepilhas, às 11 horas; o terceiro será na quarta-feira, às 15 horas, ministrado por Sandro Nóbrega, da Associação Gato, e o último, na quinta-feira, às 10 horas, por Marcela Costa, do ABM.
Este Festival inclui a participação de diversos grupos convidados. Deste modo, na terça-feira, à tarde, pelas 17 horas e 30 minutos, os Estepilhas estarão «Ao vivo e vivos» no ginásio da Escola anfitriã. Na quarta-feira, pelas 12 horas e 15 minutos, a Associação Olho.Te apresenta «Uma preciosa amizade», de Henrique Boulhosa. Na quinta-feira, às 10 horas, o 2.º ano do Curso Profissional das Artes do Espetáculo – Interpretação do Conservatório (CEPAM), apresentará «Sobre a miséria», a partir de textos de Bertolt Brecht. Na sexta-feira, pelas 15 horas, o Teatro Bolo do Caco, apresentará «Abaixo a Livralhada», adaptação de Mariana Faria a partir do Manifesto Anti-leitura, de José Fanha.  
No encerramento do festival, a par do espetáculo do Teatro Bolo do Caco, o grupo de Ginástica Rítmica / Acrobática da Escola, “O Liceu”, coordenado pela professora Fernanda Martins, de Educação Física, embelezará o evento com uma atuação. Por fim, haverá a entrega de prémios.
Sendo assim, prevê-se uma semana cheia de gestos e palavras, em que, através do teatro, mergulharemos na cultura local, homenageando os seus atores.


Funchal, 24 de fevereiro de 2018

A organização,

Carla Martins
Micaela Martins

Programa do XXVI Festival Regional de Teatro Escolar – Carlos Varela


«Não há gente c’ma gente», Xavier Miguel a partir da peça Rei Ubu, de Alfred Jarry




Segunda-feira, 5 de março de 2018 - 20h30
O Moniz – Carlos Varela (E. S. Jaime Moniz)
«Não há gente c’ma gente», Xavier Miguel a partir da peça Rei Ubu, de Alfred Jarry


O coro das galinhas segue o tom do galo velho que está no poleiro real destas terras! Mas e se outro bem gordo ousasse deitá-lo do poleiro abaixo? Nesta sátira surrealista, brincamos aos reis e às rainhas, com os corpos e vozes de príncipes e princesas que hoje somos. Ousámos abrir os armários empoeirados de trajes, já com vinte e tal anos, para vestir estes bonecos. Pegámos num texto que o Jarry escreveu há 130 anos, na escola, com 15 anos, idades destes rapazes e raparigas a brincar ao teatro, para a rua, na rua. Mas a brincar à séria, procurando resgatar e com isto alimentar o sentido crítico e a sensibilidade, construindo um reino, se não mais rico, pelo menos melhor, e definitivamente regional!
 

«A boa sorte», a partir de Álex Rovira



Terça-feira, 6 de março de 2018 – 15H15
Voo à Fantasia (E. B. S. Pe. Manuel Álvares – Ribeira Brava)
«A boa sorte», a partir de Álex Rovira



“Era uma vez, há muito tempo, num reino longínquo, um mago que reuniu todos os cavaleiros para lhes fazer um desafio inesperado: ir ao bosque encantado e encontrar o trevo mágico de quatro folhas, um trevo que proporciona sorte ilimitada a quem o colha”. Parecendo uma missão impossível, apenas dois cavaleiros aceitam o desafio. Uma vez no bosque, todos os seres os convencem de que ali nunca nasceram e que é impossível que nasçam trevos mágicos de quatro folhas. Não terão Boa Sorte? Merlim falara a verdade? Será que se enganou? Ou terá enganado os cavaleiros? Perante as mesmas dúvidas, perante as mesmas respostas, a atitude de cada cavaleiro é determinante no (in) sucesso do projeto.